Na madrugada deste domingo (05) ocorreu mais um homicídio no bairro Santa Cruz em Carmo do Paranaíba. De acordo com informações, a Polícia Militar recebeu diversas ligações anônimas relatando que uma mulher pedia por socorro.
Ao encaminhar uma guarnição para o local, os militares encontraram uma mulher na porta da casa. A mulher, de 23 anos, estaria bastante nervosa e suja de sangue. Dentro da residência, os militares encontraram um homem caído com uma perfuração do lado esquerdo do peito e com um canivete na mão direita.
A mulher tentou reanimá-lo, mas foi afastada pelos militares que perceberam a ausência de sinais vitais. Logo após, uma ambulância do município foi acionada.
O local foi totalmente isolado e a perícia técnica da Polícia Civil se fez presente no local. A mulher relatou que a vítima se chama Edivan Santos de Sá, de 24 anos, e que ela possui dois filhos com ele e que há cerca de um mês eles haviam se separado.
A mulher contou que já ameaçou a vítima de morte e que chegou a falar com a mãe dele que iria matá-lo. Disse, inclusive, que já se envolveu em ocorrência de esfaqueamento quando era ainda menor de idade.
A mulher foi até lá portando um canivete e ao chegar no local chamou Edivan, não sendo atendida. Ela então abriu o portão e entrou na garagem da casa e visualizou que a vítima estava com uma bolsa feminina nas mãos, tendo arrombado a porta de vidro da casa, sacou o canivete e entrou com a arma branca nas mãos.
Eles se encontraram no corredor e ela afirmou que ele disse que não tinha nada a perder, vindo a pegar a mão dela com o canivete e perfurar o peito dele com a arma branca que ainda estava na mão da mulher. Enquanto estava caído, a mulher perguntou quem era a mulher de uma foto que ela mostrava para ele.
Nesse momento, a vítima foi perdendo a consciência e os sentidos. Ela relatou que não lembra quem tirou o canivete do peito do homem, se foi ela ou a própria vítima e que não lembra qual mão ele usou para se apunhalar. A mulher disse que a vítima era usuário de drogas.
Após a constatação da morte do homem, a mulher ficou bastante calma e por alguns momentos estava descontraída. Na citada bolsa, estava um RG no nome de M.M.R.G, a qual pode ter estado no local e presenciado os fatos.
O perito compareceu ao local e realizou os trabalhos. O canivete foi apreendido e em seguida o corpo foi liberado para o IML de Patos de Minas. A mulher foi presa e conduzida até a sede da 90ª CIA para o registro do fato.







