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segunda-feira 27 julho 2026

Operação “Chave na Mão 2” cumpre mandados em Lagoa Formosa, prende empresário em flagrante e bloqueia R$ 2 milhões de organização criminosa

As investigações têm como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar no desvio de cargas por meio da prática conhecida como "chaveirinho".

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Uma operação conjunta realizada nesta semana em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Regional de Uberaba cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Lagoa Formosa, durante a segunda fase da Operação “Chave na Mão 2”. As diligências resultaram na apreensão de materiais que serão utilizados no prosseguimento das investigações.

A operação contou com a participação de Auditores Fiscais da Receita Estadual e de equipes do PROCON, que realizaram fiscalizações nos estabelecimentos alvos da ação.

Durante as inspeções, a Receita Estadual identificou mercadorias sem documentação fiscal e com origem considerada duvidosa. Já o PROCON constatou a existência de produtos impróprios para o consumo armazenados no local, situação que, em tese, caracteriza crime contra as relações de consumo, previsto no artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/1990.

Diante das irregularidades verificadas, o responsável pelo estabelecimento foi preso em flagrante, enquanto o local foi interditado pelos órgãos fiscalizadores.

Além de Lagoa Formosa, a segunda fase da Operação “Chave na Mão 2” também cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Uberaba e Uberlândia, em Minas Gerais, e em Caldas Novas, no estado de Goiás.

As investigações têm como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar no desvio de cargas por meio da prática conhecida como “chaveirinho”. Nesse tipo de fraude, o próprio motorista simula o roubo da carga e a entrega previamente ao receptador integrante do esquema criminoso.

Como parte das medidas judiciais deferidas durante a operação, também foi determinado o bloqueio de R$ 2 milhões em bens e valores ligados à organização investigada. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos no esquema e responsabilizá-los criminalmente.

Foto: divulgação MPMG

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