Um grupo formado por membros da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e Agentes Sócio Educativos de Minas Gerais se uniram em junho desse ano pra rediscutir a recomposição das perdas inflacionárias sobre os salários dessa categoria acumulado há sete anos.
Em 2019, impulsionados por áudios e vídeos que viralizaram entre os servidores, o Governo de Minas reconheceu o porcentual a ser corrigido e chegou a enviar para ALMG um projeto validando o reconhecido pelo Governo, entretanto o Governador vetou o próprio projeto e pagou apenas uma parcela de 13%.
As tratativas se iniciaram em junho, com a iniciativa do Policial Penal, Albert Reis, Coronel Mendonça, Cabo Saulo entre outras lideranças, que realizaram um Seminário na cidade de Belo Horizonte definindo as ações a serem desencadeadas. Segundo os organizadores, o movimento é independente de lideranças políticas ou sindicais, mas conta com apoio de diversas associações.

A primeira medida foi a realização de uma rifa no valor de R$20 para concorrer a uma moto. Em 14 dias, 10 mil rifas foram vendidas e arrecadados R$200 mil. Esse recurso financiará diversas ações desde a propagação da causa até uma manifestação prevista para 8 de outubro na cidade administrativa, data em que deveria ser paga a segunda parcela do acordo proposto.
O movimento entende que em todos esses anos o Estado precisava da sua colaboração e continuam trabalhando com empenho reduzindo a criminalidade, mantendo a ordem nas unidades prisionais e atuando nas ocasiões de salvamento como em Brumadinho. Mas agora o Estado elevou consideravelmente sua arrecadação e a reposição precisa ser realizada.
O Policial Penal Albert Reis, que é o gestor do recurso arrecado, mencionou em uma Live, “não existe nenhum movimento com R$200 mil em caixa, que não seja ligado à sindicatos ou partidos políticos. Isso mostra a confiança e credibilidade que os servidores da segurança pública têm no grupo e o empenho que os mesmos têm nessa causa. E os Servidores da Segurança Pública são essenciais para manter a ordem social”, afirmou.









