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domingo 12 julho 2026

Lagamar – Rapaz investigado por incendiar conhecido durante confraternização na rural do município é preso

O incidente ocorreu na localidade de Retiro da Roça no mês de junho de 2026

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O jovem de 22 anos investigado por colocar fogo em outro rapaz da mesma idade durante uma confraternização realizada na comunidade rural de Retiro da Roça, em Lagamar, no mês de junho deste ano, teve a prisão preventiva cumprida na manhã desta quinta-feira (2/7). Para o advogado da vítima, a decisão reforça o entendimento de que o caso é tratado pela Justiça como uma tentativa de homicídio. Já a defesa do investigado informou que recorrerá da medida e sustenta que o acusado jamais teve a intenção de matar.

O advogado da vítima, Tiago Alves, afirmou que os familiares receberam a notícia da prisão com sentimento de alívio. Segundo ele, o jovem atingido pelas chamas continua internado em estado grave no Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, sem previsão de alta hospitalar. Conforme relatou, a vítima vem sendo submetida a diversos procedimentos cirúrgicos e necessita de curativos de alta complexidade, enfrentando ainda muitas limitações, inclusive dificuldade para permanecer sentado durante os atendimentos médicos.

Na avaliação do advogado, o investigado poderá responder por tentativa de homicídio qualificado. Agora, caberá ao Poder Judiciário dar continuidade ao processo, que poderá ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Em contrapartida, o advogado de defesa do investigado, Cássio Araújo, disse que, embora respeite a decisão judicial, não concorda com a decretação da prisão preventiva. Ele destacou que, desde o início da investigação, seu cliente sempre esteve à disposição da Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Ainda de acordo com a defesa, durante todo esse período o jovem permaneceu em Lagamar, não tentou se esconder e continuou morando no mesmo endereço.

O defensor também ressaltou que o investigado sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus na perna esquerda durante o episódio, situação que, segundo ele, o impediu de exercer normalmente suas atividades profissionais nas últimas semanas. A defesa informou que tomará todas as providências judiciais cabíveis para tentar revogar a prisão preventiva.

Ao ser questionado sobre a versão apresentada pelo investigado, Cássio Araújo explicou que, por orientação da defesa, o cliente permanecerá em silêncio neste momento. Segundo ele, como o jovem havia se colocado à disposição para depor, mas acabou preso antes de prestar esclarecimentos, a estratégia será apresentar sua versão somente durante a fase judicial da ação penal.

Mesmo sem antecipar detalhes da linha de defesa, o advogado reafirmou que o investigado nunca teve a intenção de matar a vítima. Como argumento, destacou que o próprio acusado também sofreu queimaduras durante o incidente, fato que, na visão da defesa, demonstra que ele igualmente se expôs ao risco e não agiu com o propósito de provocar a morte do amigo.

Relembre o caso

O fato ocorreu no dia 7 de junho de 2026, quando os dois jovens participavam, juntamente com outras pessoas, de uma confraternização em uma residência localizada na comunidade rural de Retiro da Roça, no município de Lagamar.

Segundo informações divulgadas anteriormente pelo advogado da vítima, Tiago Alves, o rapaz contou que havia colocado uma música para tocar no celular pouco antes do ocorrido. O investigado teria ficado incomodado com a escolha da canção por ela ter sido utilizada anteriormente por ele em outra festa.

Ainda conforme esse relato, o suspeito teria entrado em um quarto acompanhado da namorada e reproduzido a mesma música em uma caixa de som do tipo “boombox”, com a intenção de disfarçar uma possível relação sexual. O episódio teria gerado brincadeiras entre os amigos presentes.

De acordo com a versão apresentada pela vítima, a irritação provocada por essas brincadeiras teria motivado a ação do investigado. O jovem afirma que já estava dentro de uma barraca quando o combustível foi lançado sobre ela. Em seguida, o suspeito teria utilizado um isqueiro para provocar o incêndio.

O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil. Enquanto a vítima segue internada e em tratamento médico, o investigado permanecerá preso preventivamente, à disposição da Justiça, até nova decisão judicial.

Por Hamilton Amorim 

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