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quarta-feira 22 abril 2026

Júri de Pouso Alegre condena homem a mais de 54 anos de prisão por homicídios, estupros e uso de falsa identidade

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O Tribunal do Júri de Pouso Alegre condenou um homem a 54 anos e seis meses de reclusão por ele ter cometido dois homicídios duplamente qualificados, dois estupros e usado falsa identidade, em março de 2019. O réu foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre.

O Conselho da Sentença acolheu as teses apresentadas pelo MPMG, entre eles o uso de meio cruel, traição e recurso que dificultou a defesa de uma das vítimas. Os assassinatos ocorreram nas imediações da BR-381, um deles no município de Estiva e outro em Pouso Alegre.

De acordo com a denúncia do MPMG, no primeiro assassinato, que ocorreu no dia 15 de março, o réu atacou a vítima do sexo masculino usando um objeto cortante até que ele ficasse debilitado para, em seguida, estuprá-lo. Depois disso, o condenado desferiu novos golpes na cabeça da vítima, que causaram a sua morte.

O segundo assassinato ocorreu na noite seguinte. Na denúncia, o MPMG relata que o réu desferiu golpes com uma barra de ferro na cabeça da vítima pelas costas enquanto os dois mantinham relações sexuais com consentimento. Porém, com os golpes, o homem atacado ficou desacordado e o condenado continuou a manter relações sexuais com ele, o que configura crime de estupro de vulnerável. Após o estupro, o réu desferiu novos golpes e os ferimentos provocaram a morte da vítima.

Quando foi identificado e abordado pela polícia militar após o segundo crime, devido a imagens capturadas por câmeras de segurança no local do assassinato, o réu apresentou documento de uma terceira pessoa, com o objetivo de ocultar seu passado criminoso e incriminar alguém no seu lugar. A conduta configurou uso de falsa identidade.

Segundo a denúncia do MPMG, o denunciado agiu com extrema brutalidade e crueldade, demonstrando frieza incomum e ausência de piedade pela vida humana.

O réu não poderá recorrer em liberdade.

Ascom MPMG

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