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segunda-feira 27 julho 2026

Com 119 anos, morre em Pará de Minas, idoso que inspirava pela fé e simplicidade

Agricultor por grande parte de sua existência, Levino foi um exemplo de longevidade e um defensor da simplicidade, pautando sua trajetória na máxima: "O mal não convém não, só o bem"

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Pará de Minas, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, despediu-se, no último domingo (19) de julho de 2026, de uma figura singular: Levino da Costa de Jesus. Conhecido carinhosamente como Senhor Levino, ele faleceu aos 119 anos na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Cidade Ozanan, onde residiu pelos últimos 19 anos de sua vida. Agricultor por grande parte de sua existência, Levino foi um exemplo de longevidade e um defensor da simplicidade, pautando sua trajetória na máxima: “O mal não convém não, só o bem”.

Desde os 100 anos, Senhor Levino encontrou na Cidade Ozanan um novo lar, tornando-se uma das presenças mais estimadas do local. Apesar da idade avançada, ele mantinha uma notável autonomia, alimentando-se sozinho e fazendo questão de interagir com todos ao seu redor. Seu sorriso constante era um catalisador de alegria na rotina da instituição, e sua disposição para conversar com funcionários, moradores e voluntários era uma marca registrada de sua personalidade acolhedora.

Para aqueles que conviveram com Senhor Levino por quase duas décadas, seu maior legado transcende a impressionante longevidade. A psicóloga Regina Oliveira, que o acompanhou na instituição, destacou em uma homenagem que ele era mestre em cultivar amizades, participava ativamente das celebrações religiosas, cantava no coral e encontrava motivos diários para a gratidão. Nascido em 6 de maio de 1907, na comunidade de Ascensão, em Pará de Minas, Levino da Costa de Jesus construiu sua vida no campo. Sua entrada na Cidade Ozanan ocorreu aos 100 anos, após uma vizinha que o assistia não poder mais fazê-lo.

Mesmo nos últimos anos, quando utilizava cadeira de rodas, Senhor Levino preservava a independência em muitas atividades diárias e valorizava a convivência com os demais residentes. Sua lucidez, que alternava momentos de maior e menor clareza, jamais ofuscou sua ternura e seus hábitos respeitosos, como pedir licença antes de responder e ajeitar a boina ao entrar na capela. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, ele será lembrado, mais do que pelos números de sua idade, pela forma serena e inspiradora como escolheu viver, deixando como herança valores essenciais como a paz, a amizade e o amor, resumidos em sua própria filosofia: “A vida boa requer paz, amizade; briga, não.” Sua história de 119 anos, embora não oficialmente validada por organizações internacionais que reconhecem supercentenários, foi um testemunho vivo de resiliência e otimismo para sua comunidade.

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