O cenário político mineiro ganhou um novo e vibrante capítulo neste sábado (14). O que deveria ser apenas a comemoração dos 42 anos de Luís Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas, transformou-se em um ato político de peso com o convite oficial do senador Cleitinho para que ambos formem uma chapa rumo ao Palácio Tiradentes.
“Não é meu vice, é meu co-governador”
Em um discurso emocionado diante de uma multidão de apoiadores e lideranças locais, o senador Cleitinho não economizou nas palavras ao projetar o futuro do estado. Segundo ele, a escolha de Falcão não se trata de uma composição meramente figurativa.
“Se eu vier a me candidatar a governador, quem eu quero que esteja ao meu lado não é um vice, é um co-governador. É o prefeito que sabe onde está o buraco, que conhece a fila do hospital e o problema da segurança”, afirmou Cleitinho, sob aplausos.
O Interior como Protagonista
O tom da “dobradinha” foi pautado pelo municipalismo. Ambos os políticos enfatizaram a necessidade de descentralizar o poder e os recursos, hoje muito concentrados na capital, Belo Horizonte. Falcão, em sua fala, destacou que o interior de Minas Gerais representa 70% do PIB do estado e que essa força precisa ser refletida na gestão estadual.
“Chega de receber da capital só o santinho pronto. Nós temos voz. O interior não é inferior, o interior manda em Minas Gerais”, declarou o prefeito, aceitando publicamente o desafio proposto pelo senador.
Um Histórico de Aprovação
A aliança se sustenta em números robustos. Falcão celebrou os resultados de sua gestão em Patos de Minas, mencionando índices de aprovação superiores a 90% e uma reeleição histórica com mais de 85% dos votos. Para Cleitinho, essa experiência de gestão “24 horas”, focada em entregas práticas como asfalto, LED e saúde, é o modelo que Minas Gerais precisa.
O que esperar para o futuro?
Embora as eleições ainda estejam no horizonte, o anúncio gera um “frenesi” nos bastidores. A união entre o carisma popular de Cleitinho e a eficiência técnica e política de Falcão sinaliza a formação de um bloco de direita e centro-direita muito forte, com foco total nas demandas das cidades do interior.







