Na manhã da última terça-feira (10), compareceu ao quartel da Polícia Militar de Carmo do Paranaíba, um homem de 42 anos de idade e o irmão, informando que a ex-amásia teria publicado em diversas redes sociais, uma história alegando que ele havia estuprado a filha dela. Com a mensagem, a mulher ainda havia publicado a imagem do homem.
No texto a mulher diz: “GENTE QUERO FAZER UMA DENUNCIA AQUI NOS GRUPOS DO CARMO ESSE CARA [nome do homem] ABUSOU SEXUALMENTE MINHA FILHA ERA CASADO COMIGO E ABUSOU DELA DESDE OS 7 ANOS DE IDADE HOJE ELA ESTÁ COM 15 ANOS. PEÇO A AJUDA DE VCS PARA COMPARTILHAR POIS A POLÍCIA DO CARMO NÃO FEZ NADA!”
Após a sua exposição, o homem alega que vem sofrendo constantes ameaças por diversas pessoas desconhecidas. Ele está preocupado com sua integridade física e não está saindo de casa já que teme ser atacado em via pública.
O homem informou que jamais cometeu quaisquer atos citados pela mulher e que ela teria armado tudo pelo fato dele querer se separar dela e não aceitar que a filha levasse namorados para dormir dentro da casa do casal.
O irmão do acusado teme pela saúde do homem que está bastante abalado com a situação.
Entenda o caso
Dois dias antes, a Polícia Militar de Carmo do Paranaíba foi acionada pelo Conselho Tutelar do município que havia recebido uma denúncia contra a dignidade sexual de uma adolescente de 15 anos de idade.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a mãe da adolescente, 31 anos de idade, informou que teria flagrado fotos íntimas da adolescente no celular do companheiro. As imagens teriam sido feitas enquanto a adolescente dormia.
Ela teria relatado ainda que os abusos realizados pelo padrasto seriam frequentes desde os sete anos de idade da menina.
Com a gravidade da denúncia, o Conselho Tutelar entrou em contato com a Promotoria da Infância e Adolescência do município que orientou que os filhos do casal (7 e 3 anos de idade), bem como a adolescente, ficassem sob a responsabilidade da mãe.
Alegando segurança, a mulher informou que mudaria para a cidade de Belo Horizonte e levaria as crianças.
O aparelho celular dele foi apreendido e ele mesmo, espontaneamente forneceu a senha para o desbloqueio da tela inicial.
Polícia Militar
A Polícia Militar, que também foi citada na mensagem dizendo que não havia tomado nenhuma providência informou que não prendeu o homem por não estar em flagrante delito. Porém, foi lavrado o Registro de Eventos de Defesa Social (REDS) e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Carmo do Paranaíba juntamente com o celular apreendido para as providências cabíveis.
Código Penal
Divulgar fato com o objetivo de denegrir a reputação de alguém pode ser considerado crime. Como previsto no Código Penal, a pessoa corre risco de ser punida com multa e detenção.
A população não deve compartilhar esse tipo de mensagem porque não importa se o fato que busca denegrir a imagem do outro é verdadeiro ou não. Essa atitude pode ser enquadrada por crime de injúria ou difamação e sofrer processo por danos morais.
Além do mais, nesse caso tal divulgação pode resultar na ira da população que, às vezes, quer ‘justiça’ com as próprias mãos e acaba cometendo outros crimes, como de fato já aconteceu em outras cidades.







