Um caso de injúria racial foi registrado na manhã desta sexta-feira (24) em uma escola municipal de Carmo do Paranaíba.
A Polícia Militar foi acionada para comparecer em uma uma escola municipal onde a vítima, uma cozinheira de 52 anos, relatou que conferia produtos entregues por um fornecedor quando foi constatada uma divergência no peso das mercadorias. Durante a conferência, o funcionário responsável pela entrega, um homem de 49 anos, iniciou uma discussão com outra funcionária da escola.
Segundo informações colhidas pelo Tribuna Informa, o suspeito chegou a ingerir bebida alcoólica no interior da instituição, na presença de funcionários e crianças. Em determinado momento, ao ser orientado sobre a conferência correta dos produtos, ele teria se exaltado e proferido uma frase de cunho racista, afirmando que “só conversava com branco e não conversa com preto”.
A fala foi direcionada à cozinheira, que interveio na situação e acabou sendo alvo da ofensa. Após o ocorrido, o autor deixou o local junto com o responsável pela entrega. A Polícia Militar iniciou rastreamentos e conseguiu localizar o suspeito entrando em um supermercado da cidade.
Ele foi preso em flagrante, informado de seus direitos constitucionais, encaminhado à UPA para realização de exames de praxe e, posteriormente, conduzido à Delegacia de Polícia Civil.
O caso será investigado pela Polícia Civil.
A injúria racial é caracterizada quando há ofensa à dignidade ou ao decoro de uma pessoa com base em elementos como raça, cor, etnia ou origem. Desde alterações na legislação brasileira, o crime passou a ser equiparado ao racismo, sendo considerado inafiançável e imprescritível, além de prever pena de reclusão de 2 a 5 anos, podendo ser aumentada em algumas circunstâncias. A mudança reforça o combate a esse tipo de conduta e amplia a proteção às vítimas.







