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Carmo do Paranaíba
domingo 06 setembro 2026

Justiça determina transferência urgente, mas mulher de Carmo do Paranaíba continua sem vaga em BH

O caso agora aguarda o cumprimento da determinação judicial para que ela possa dar continuidade à investigação e ao tratamento em uma unidade especializada

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Uma mulher de 34 anos de idade, moradora de Carmo do Paranaíba, enfrenta um quadro de saúde complexo e ainda sem diagnóstico definitivo. Após apresentar inchaço persistente, ela iniciou uma longa investigação médica.

Em março de 2025, depois de uma cirurgia odontológica, o rosto permaneceu inchado. A partir daí, passou por diversos médicos e realizou inúmeros exames, sem que fosse identificada a causa do problema.

Posteriormente, apresentou edema nas pernas e ascite (acúmulo de líquido no abdômen). Em fevereiro de 2026, após exames que apontaram alteração importante no marcador CA-125, foi internada e posteriormente transferida para Patrocínio, onde passou por investigação com diferentes especialistas.

Durante o período de investigação, ela também foi encaminhada para o Hospital de Clínicas da UFU, onde realizou diversos exames, incluindo ressonâncias, tomografias e biópsias. Ela precisou passar por cirurgia no tórax para retirada de material para biópsia e drenagem de líquido, após apresentar derrame pleural e pericárdico.

Como também havia alterações nos ovários, passou por cirurgias abdominais, com retirada dos ovários. Apesar da extensa investigação, as biópsias não identificaram câncer. Mesmo assim, os sintomas persistiram, incluindo o inchaço das pernas e a ascite.

UFU afirma que recursos de investigação foram esgotados

Em documento médico emitido pelo Hospital de Clínicas da UFU, em 28 de agosto de 2026, a equipe relata que a paciente foi amplamente investigada, tendo realizado biópsias de pleura, pericárdio, peritônio, omento, fígado e medula, além de diversos outros exames.

Segundo o documento, não foi encontrada alteração que justificasse o quadro clínico apresentado.

Diante disso, a equipe médica solicitou com urgência a transferência da paciente para um serviço terciário, destacando que haviam sido “esgotados os recursos de investigação nesse serviço”.

O documento também registra que houve tentativa de transferência para o HU-Brasil/UFMG, mas o pedido não foi aceito, apesar da gravidade do quadro.

Ministério Público acionou a Justiça

Diante da complexidade do caso e da necessidade de continuidade da investigação em um centro especializado, o Ministério Público de Carmo do Paranaíba ajuizou, na quinta-feira (3 de setembro), uma ação judicial para garantir a transferência da paciente para Belo Horizonte.

A Justiça deferiu a tutela de urgência em 4 de setembro, determinando que o Estado de Minas Gerais e o Município de Carmo do Paranaíba providenciassem, no prazo improrrogável de 24 horas, a vaga, o transporte seguro e a internação da paciente no Hospital das Clínicas da UFMG ou, comprovada a impossibilidade técnica, em outra unidade hospitalar terciária adequada.

A decisão também determinou a garantia de exames complementares especializados, procedimentos médicos e medicamentos necessários ao tratamento da paciente.

Até o momento, porém, a transferência não foi efetivada, apesar da decisão judicial, e a família segue aguardando uma solução.

O caso agora aguarda o cumprimento da determinação judicial para que ela possa dar continuidade à investigação e ao tratamento em uma unidade especializada.

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