Durante a Convenção Nacional do Republicanos, realizada nesta terça-feira (4), o presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira, colocou um ponto final nas negociações em torno da pré-candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais. Com um discurso duro de quase 30 minutos, o dirigente expôs os bastidores de um impasse marcado por constantes hesitações, afirmando que manter o projeto eleitoral sob tais condições seria um desrespeito aos eleitores mineiros.
A falta de firmeza e o golpe na confiança institucional
O principal eixo das críticas de Marcos Pereira foi a inconstância do parlamentar em relação à própria candidatura. Segundo o presidente, o comportamento de Cleitinho gerou um clima de extrema insegurança na cúpula partidária. “O senador Cleitinho ora dizia que era candidato, ora dizia que não era candidato. Nunca assumiu o papel de liderança de uma candidatura,” declarou Pereira durante o evento, apontando a ausência de previsibilidade política.
O dirigente foi ainda mais enfático ao justificar o rompimento definitivo, resgatando a necessidade de estabilidade para administrar um estado do porte de Minas Gerais. “Eu seria irresponsável com o povo de Minas, em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que ora pensa uma coisa e, cinco minutos depois, pensa outra.”
Cronologia de prazos e o episódio do vídeo
A cúpula do Republicanos relatou que foram concedidas múltiplas oportunidades e prazos extras para que Cleitinho consolidasse sua decisão — desde o encerramento da Copa do Mundo até a data da Convenção Estadual. Contudo, o cenário de incertezas persistiu até culminar em um episódio crítico nos bastidores:
A desistência relâmpago: O senador chegou a gravar um vídeo oficial anunciando sua desistência da disputa por motivos pessoais, motivado pela perda de um irmão.
A reviravolta: Apenas dez minutos após a gravação, e após receber ligações de sua assessoria, Cleitinho voltou atrás e manifestou o desejo de retomar a corrida eleitoral, gerando perplexidade na direção do partido.
Encerramento das tratativas
Diante do histórico de oscilações e da impossibilidade de construir uma campanha alicerçada em mudanças repentinas de posicionamento, o Republicanos formalizou o encerramento das tratativas para as eleições majoritárias em Minas Gerais.
Para a legenda, que completa duas décadas de trajetória, a prioridade absoluta passou a ser a responsabilidade institucional, sepultando de vez qualquer possibilidade de aliança em torno da candidatura de Cleitinho Azevedo para o Palácio da Liberdade.
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