O crescimento de novos loteamentos na região tem trazido, além de progresso, preocupações com a segurança patrimonial. Na manhã desta segunda-feira (20), mais um furto de materiais de construção, dessa vez em uma obra localizada no bairro Novo Paraíso.
Segundo informações colhidas pelo Tribuna Informa, o crime ocorreu entre o final da tarde da última sexta-feira (17) e o início desta semana. Aproveitando-se da ausência de trabalhadores durante o final de semana, criminosos subtraíram aproximadamente 200 tijolos de 12 furos que estavam armazenados no local.
A proprietária do imóvel, uma mulher de 57 anos, relatou que os funcionários perceberam a falta do material assim que retomaram as atividades. A localização estratégica da obra, em um setor ainda em desenvolvimento e com baixa densidade residencial, facilitou a ação dos autores.
Um dos principais obstáculos para a investigação é a ausência de sistemas de monitoramento por vídeo nas proximidades. Por ser um loteamento recente, a infraestrutura de vigilância particular ainda é escassa, e não houve testemunhas que pudessem descrever veículos ou indivíduos suspeitos.
A Polícia Militar orientou a proprietária sobre medidas preventivas, como o reforço de cercamentos e a organização da entrega de materiais conforme o cronograma de uso imediato, visando desestimular novas ocorrências. O caso agora segue para a Delegacia de Polícia Civil de Carmo do Paranaíba, que ficará responsável pelas investigações.
Prevenção: Como proteger obras em áreas isoladas
Especialistas em segurança pública sugerem que proprietários de construções em novos loteamentos adotem medidas estratégicas para mitigar riscos. Entre as recomendações, destaca-se a instalação de iluminação reforçada com sensores de presença e o uso de tapumes altos e resistentes, que dificultam a visualização dos materiais estocados. Além disso, é aconselhável realizar o recebimento fracionado de insumos, evitando que grandes quantidades de tijolos ou sacos de cimento permaneçam no local durante o final de semana. A criação de uma rede de “vizinhança solidária”, onde os poucos moradores e vigias da área compartilham informações via aplicativos de mensagens, também tem se mostrado uma ferramenta eficaz na inibição de ações criminosas.







