O Secretário de Esportes da cidade de Rio Paranaíba foi encaminhado para a delegacia de polícia em Patos de Minas, após ser acusado pelo pai de um menor de 14 anos de ter praticado injúria racial contra o adolescente. O fato teria acontecido durante a realização de uma partida de futebol no estádio municipal Jaime Silva nesta terça-feira (17/01).
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo pai adotivo do garoto. No local, ele contou que o filho estava brincando atrás de um dos gols do campo, quando o secretário teria jogado um chinelo nas costas do jovem e supostamente o chamado de “macaco”.
Em conversa com o adolescente, que também participava do evento esportivo, o menor disse que estava brincando juntamente com outros meninos atrás do gol, quando o secretário chegou e disse para eles saírem do local, mas eles não saíram de imediato, que então o homem pediu por mais duas vezes, sendo que na terceira vez foi pedido que o garoto entregasse a bola, mas ele falou que entregaria só para o treinador.
Neste momento, de acordo com o menor, o secretário teria jogado um chinelo nas costas dele e o chamado de “seu macaco prego”, que então foi até o seu pai que estava na arquibancada e relatou o ocorrido.
Já o secretário contou que havia alguns meninos brincando atrás do gol, durante uma partida, e que foi até o local e pediu para que eles não ficassem lá, pois tinha perigo de serem atingidos por uma “bolada”, que eles não obedeceram, além de um dos meninos ter passado a jogar a bola para outros colegas. Ele ressaltou que, com isso, pegou um chinelo e jogou em direção a bola, mas o objeto acertou o adolescente.
O secretário disse que também falou para o menor […] larga de ser mal criado seu imbecil, e que então saiu do campo. Ainda, segundo o boletim de ocorrência, algumas testemunhas que acompanharam o fato disseram que estavam próximas e que não ouviram nenhum xingamento por parte do secretário conta o garoto.
Diante dos fatos, o secretário foi encaminhado para a delegacia de polícia em Patos de Minas para prestar esclarecimentos.
Por Vanderlei Gontijo







