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sábado 25 abril 2026

Operação Colônia: 41 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Patos de Minas e região

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Nesta quinta-feira (10), foi deflagrada a OPERAÇÃO COLÔNIA, objeto de investigações realizadas pela Polícia Civil de Minas Gerais em Patos de Minas, no alto Paranaíba. A Operação teve como objetivo desarticular o principal grupo especializado em tráfico de drogas, especificamente cocaína, em Patos de Minas e região.

Estão sendo cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, com o apoio da Polícia Militar, nas cidades de Patos de Minas, Patrocínio, Guimarânia, Lagoa Formosa e Presidente Olegário.

Os crimes apurados nesta fase da investigação se referem ao tráfico de drogas, organização criminosa e porte de arma de fogo. A investigação perdurou em uma prazo superior a seis meses.

Durante as investigações foram apreendidos os seguintes materiais em poder dos investigados:

Em 14/06/2021, houve uma apreensão de mais de seis quilos de cocaína pela Polícia Militar em que levantou-se a possibilidade de que essa droga pertenceria a este grupo criminoso e que a movimentação vinha ocorrendo em grande escala em Patos de Minas e região. Logo, necessitava-se de uma investigação mais incisiva.

Posteriormente, aos 16/08/2021, a Polícia Militar realizou a apreensão de 2.236g de cocaína, acompanhados de R$ 5.140,00 (cinco mil, cento e quarenta reais) em poder de outro integrante do grupo criminoso:

Em outra ocasião, em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e Polícia Militar, ocorrida no dia 21/09/2021, foi realizada a apreensão de cerca de R$ 3.289,00 e, principalmente, 14 kg de cocaína, além da prisão do líder do grupo criminoso e sua companheira, o qual encontrava-se foragido da justiça desde o dia 10/12/2020, após a realização da “Operação Coalizão”, com mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. O casal encontrava-se escondido no distrito Colônia Agrícola, em Patos de Minas, local estratégico para recebimento do material, armazenamento e repasse para os demais investigados, inclusive, de outras cidades.

Aqui, interessante mencionar que as drogas se encontravam enterradas em toneis próximos a residência do casal, em que somente foi possível a localização com a utilização de cães farejadores:

Em 18/11/2021, pôde ser averiguado que um dos líderes do grupo, após a prisão acima mencionada, teria contratado um motorista de aplicativo para uma viagem a Uberlândia com o objetivo de comprar uma arma de fogo. Assim, com uma abordagem da Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal, o motorista foi preso em poder de uma pistola, calibre .380, com numeração raspada.

No dia 24/11/2021, a Polícia Militar realizou a abordagem na motocicleta de outro indivíduo pertencente ao grupo, enquanto ele transitava na BR 352 sentido a Lagoa Formosa, sendo realizada a apreensão de cerca de 99g de cocaína e 5.991g de maconha. Na ocasião, antes da abordagem, o investigado evadiu e a investigação prosseguiu.

Como se não bastasse, um dos indivíduos que pertencem a esse grupo criminoso é suspeito de ser autor do homicídio ocorrido em Lagamar/MG, ocorrido em 16/10/2021, em que a motivação trata-se, supostamente, de dívida de drogas.

Em síntese, durante a investigação foi dado um duro golpe na criminalidade, sobretudo, do principal grupo voltado para a venda de cocaína em Patos de Minas e região:

  • Prisão de 5 investigados;
  • Apreensão de R$ 8.429,00;
  • Apreensão de 5.991g de maconha, sendo avaliado em valor de varejo aproximadamente em R$ 15.000,00 (quinze mil reais);
  • Apreensão de mais de mais de 22 kg de cocaína, sendo avaliado em valor de varejo aproximadamente em R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais);
  • Apreensão de uma arma de fogo de numeração raspada.

A operação contou com a efetiva participação de 56 Policiais Civis e 90 Policiais Militares, além do Canil da Polícia Civil, ROCCA e helicóptero da Polícia Civil.

O nome da operação – Operação Colônia – se deve pelo fato do agrupamento criminoso, de fato, colonizar a venda de cocaína em Patos de Minas em praticamente toda a cidade, sendo cumpridos mandados de busca em 19 bairros, em que arregimentava pessoas de fora do mundo do crime com o objetivo de contribuir com a organização criminosa.

De fato, várias pessoas foram “colonizadas” a envolver na mercância de drogas de diversas formas, motivo pelo qual essa etapa da operação pretende dar maior robustez às provas e comprovar a real participação dos vários investigados. Além do mais, foi dado ênfase ao distrito Colônia Agrícola, em que apesar de ser uma localidade sem qualquer vínculo com a criminalidade, foi o local escolhido pelo líder do bando para comandar todo um esquema criminoso altamente orquestrado.

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